AP14 - Atualidades

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   A Conferência de Encerramento do projeto Gender Mobility: time-space inequality (GenMob) teve lugar no passado dia 5 de dezembro de 2016, no IGOT, Universidade de Lisboa.

O projeto GenMob procurou aprofundar o conhecimento sobre os usos do tempo e do espaço da população tendo em vista influenciar políticas públicas mais inclusivas, com recurso à telegeomonitorização em tempo real, mediante o uso de smartphones e/ou dispositivos com GPS incorporado (trackers), como sensores para aquisição de dados – em participantes voluntárias/os.

Considerando que em Portugal não havia nenhum estudo estatístico e sistemático atualizado sobre diferenças de género numa perspetiva territorial e integrada (apenas um Inquérito à Ocupação do Tempo a nível nacional, pelo INE em 1999), este projeto pretendeu, entre outros objetivos, divulgar medições do tempo despendido com trabalho não remunerado de suporte à vida familiar, incluindo trabalho doméstico; criar uma metodologia e um instrumento de aquisição, armazenamento, organização e análise de dados; incentivar a criação de políticas (a nível público e privado) responsáveis e adaptadas aos contextos sociais e geográficos das entidades empregadoras e dos seus funcionários; contribuir para a promoção de medidas políticas associadas às smart cities na perspetiva da mobilidade inteligente.

Com base na captura, em tempo real e síncrono, dos movimentos em dias de semana de uma amostra de 123 participantes voluntários/as inseridos/as no mercado de trabalho, em duas zonas estruturais localizadas na AML (Grande Lisboa e Península de Setúbal) e no Alentejo, o GenMob identificou os horários, as cadeias de viagem e paragens, a distribuição espacial das deslocações e os modos de transporte, bem como perfis de mobilidade diários. Os resultados deste estudo permitiram constatar que, em média, as mulheres realizam mais viagens, percorrem distâncias mais curtas e utilizam mais os meios públicos de transporte, do que os homens.

A metodologia utilizada neste projeto é inovadora em estudos de género e questiona se a cadeia de mobilidade masculina deve continuar a servir de padrão de referência das instituições e das respetivas políticas.

O GenMob foi desenvolvido pelo Centro de Estudos Geográficos/Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, em parceria com a Noroff University College (Noruega), tendo recebido financiamento da Islândia, do Liechtenstein e da Noruega, através dos EEA Grants no âmbito do Programa Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

21.12.2016


 

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   “Vamos conciliar melhor o tempo entre o trabalho e a família” é o tema da campanha nacional sobre os usos do tempo, ontem lançada pelo CESIS em parceria com a CITE, no âmbito do projeto INUT.

A campanha conta com vários spots publicitários alusivos à ocupação do tempo pelas famílias que serão difundidos pela rádio, um vídeo a passar nos vários canais da RTP e também na TVI, bem como mupis espalhados por várias cidades do país. Serão ainda distribuídos vários materiais promocionais alusivos ao tema.

Na sequência do inquérito desenvolvido pelo projeto, ficou a saber-se que, em média, as mulheres ocupam mais duas horas e meia diárias do que os homens em trabalho não pago, que engloba tarefas domésticas e de cuidado, sendo esta uma das principais causas da desigualdade entre homens e mulheres.

Com efeito, e de acordo com um relatório ontem divulgado pelo Fórum Económico e Mundial, Portugal situa-se em 31º lugar entre 144 países, no que diz respeito a igualdade. Segundo aquele relatório, serão precisos cerca 170 anos para que a paridade económica entre homens e mulheres seja encontrada, valor que contrasta com os 118 previstos em 2015. Estes dados vêm confirmar os resultados do projeto INUT – Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e Mulheres: as mulheres continuam a ganhar menos, trabalham mais horas e são menos a ocupar cargos de maior responsabilidade.

A Campanha Nacional Sobre Conciliação e Usos do Tempo pretende alertar para a desigualdade nos usos do tempo e sensibilizar para a necessidade de promover a distribuição equilibrada do trabalho não pago de cuidado entre mulheres e homens, como instrumento para a igualdade de género. Disso mesmo deu conta Joana Gíria, Presidente da CITE, ao referir que “só há igualdade se repartirmos o tempo”. Eduardo Cabrita, Ministro-adjunto, referiu a intenção do Governo de promover um novo modelo de contrato social que integre mais medidas impulsionadoras da igualdade até ao próximo dia da Mulher, que se celebra a 8 de Março de 2017.

O projeto INUT é financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através dos EEA Grants, no âmbito do Programa Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a vida Privada, da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG).

27.10.2016


 

 

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   Cerca de 7 em cada 10 mulheres consideram que a parte das tarefas domésticas que realizam corresponde ao que é justo. Por outro lado, se fossem livres de escolher a duração da sua semana de trabalho, e tendo em consideração a necessidade de ganhar a vida, 46,1% dos homens e 43% das mulheres, trabalhariam o mesmo número de horas que trabalham atualmente.

Estes são alguns dos resultados do Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e de Mulheres (INUT) apresentado no passado dia 28 de junho na conferência final do Projeto INUT, financiado pela Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, através dos EEA Grants, no âmbito do Programa da Igualdade de Género da responsabilidade da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

O inquérito, realizado entre abril e novembro de 2015 pelo Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) em parceria com a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), envolveu uma amostra de 10.146 pessoas, representativa da população residente em Portugal com idade igual ou superior a 15 anos, e um "conjunto de 50 entrevistas em profundidade a mulheres e homens que, vivendo em situação de conjugalidade ou monoparentalidade, articulam na sua vida quotidiana uma atividade profissional e o cuidado” de filhos menores de 15 anos.

Segundo o estudo, coordenado pela investigadora do CESIS Heloísa Perista, em todos os grupos etários são as mulheres que dedicam mais tempo às tarefas domésticas e prestação de cuidados a menores e pessoas dependentes. Também "a partilha do cuidado e a articulação entre responsabilidades parentais e trabalho pago são domínios que, apesar de uma crescente 'reivindicação' por parte dos homens do seu direito à paternidade, ainda evidenciam a persistência de desigualdades de género". São ainda as mulheres quem mais sente as implicações das responsabilidades parentais no emprego, com mais de uma em cada três a assumir que teve dificuldades em concentrar-se algumas vezes no trabalho, durante o último ano.

Para os autores do estudo, os resultados "ilustram claramente" que o nascimento dos filhos "constitui muitas vezes um ponto decisivo no qual se definem ou reforçam assimetrias de género".

Estes resultados estarão diretamente relacionados com o regime de organização do trabalho e dos tempos de trabalho, predominantes em Portugal: trabalho a tempo inteiro (92,2% dos profissionais) com horário de trabalho fixo (68,2% dos homens e 74,1% das mulheres).

Os investigadores do projeto INUT esperam que este diagnóstico permita "sensibilizar para a necessidade de uma distribuição mais equilibrada do trabalho não pago de cuidado" e formular recomendações para as políticas públicas no domínio da articulação da vida profissional, familiar e pessoal, enquanto instrumento para a igualdade de género.

Mais resultados aqui.

07.07.2016


 

 

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   Destaque para duas iniciativas levadas a cabo durante o mês de junho por dois projetos financiados ao abrigo do Programa EEA Grants “Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada”, da responsabilidade da CIG.
  • Dia 27 de junho, o Colóquio Internacional “Local Gender Equality - Mainstreaming de Género nas Comunidades Locais”, promovido pelo CES - Centro de Estudos Sociais no âmbito do Projeto “Local Gender Equality”. Faça a sua inscrição aqui;
  • Dia 28 de junho, a Conferência Final do Projeto “INUT – Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e de Mulheres”, organizada pelo CESIS – Centro de Estudos para a Intervenção Social e pela CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Inscreva-se aqui.

17.06.2016


 

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O projeto “Working Genderation” organiza um Seminário Final para apresentação de todo o trabalho efetuado, atividades desenvolvidas, formas de divulgação e resultados alcançados. O evento terá lugar no Auditório 1, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, no dia 19 de Maio. “Working Genderation” é um projeto financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através dos EEA Grants no âmbito do Programa “Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada” da responsabilidade da CIG. Entrada livre sujeita a inscrição.

Saiba mais Leia o artigo

16.05.2016


 

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   O projeto ”Igualdade de Género nas Empresas – Break Even“ apresentou os principais resultados alcançados numa conferência de encerramento que decorreu no passado dia 5 de abril de 2016, no Auditório Caixa Geral de Depósitos, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade de Lisboa.

Nesta conferência foram apresentados os principais resultados deste Projeto e conhecidos a metodologia de intervenção seguida, os instrumentos desenvolvidos e os testemunhos das administrações e das pessoas intervenientes no processo (equipa de investigação e elementos dos grupos de trabalho das empresas-âncora).

O Projeto IG Empresas – Break Even apoiou a promoção da igualdade de género em sete empresas-âncora através de uma abordagem altamente qualificada e inovadora de intervenção para a promoção da igualdade entre mulheres e homens, que permitiu a otimização dos sistemas de gestão, dos modelos de organização do trabalho e dos processos de tomada de decisão, além da melhoria do clima interno e do desempenho organizacional, sendo sua intenção que as boas práticas geradas permitam "contagiar" outras organizações, estimulando a sua determinação em adotar uma semelhante metodologia de intervenção.

Da experiência de participação neste projeto foi dado testemunho pelos representantes das sete empresas envolvidas, numa sessão dinâmica moderada pela jornalista Fernanda Freitas, que contou com a presença de responsáveis e interlocutores da APL – Administração do Porto de Lisboa, S.A., dos CTT – Correios de Portugal, do Grupo Dorisol, do Grupo Pestana (Pestana Management – Serviços de Gestão, S.A.), da INCM – Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S.A, da Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas, S.A. e da L’Oréal Portugal.

A sessão de abertura da Conferência contou com a intervenção de Sara Falcão Casaca, Coordenadora do projeto, Maria Rosa Borges, Vice-Presidente do ISEG, Fátima Duarte, Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Bent Bakken, Primeiro Secretário em representação do Embaixador da Noruega em Portugal e Catarina Marcelino, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

Iniciado em 2014, este Projeto foi coordenado pelo ISEG, tendo como parceiros o CESIS (Centro de Estudos para a Intervenção Social), o CIEG (Centro Interdisciplinar de Estudos de Género do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, ISCSP) e o Centro de Investigação em Género (Centre for Gender Research) da Universidade de Oslo.

O projeto IG Empresas é financiado pela Islândia, o Liechtenstein e a Noruega através dos EEA Grants, no âmbito do Programa Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada, da responsabilidade da CIG - Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. Mais informação sobre o projeto aqui.

21.04.2016


 

 

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   A CIG, Operador do Programa Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada promoveu a 25 de janeiro, um Seminário Internacional de âmbito restrito, subordinado ao tema “Parcerias pela Igualdade de Género – Resultados alcançados e próximos passos”.

Durante este Seminário, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, foram apresentados os 12 projetos financiados pela Islândia, o Listenstaine e a Noruega, através dos EEA Grants, no âmbito deste Programa. Parceiros vindos dos países doadores e responsáveis dos vários projetos explicaram metodologias, objetivos e resultados já alcançados, destacando a importância das parcerias desenvolvidas.

Para além da Senhora Presidente da CIG, o evento contou também com a presença do Senhor Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, da Senhora Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, do Senhor Embaixador da Noruega em Portugal, Ove Thorsheim e do Senhor Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva.

Na sessão de abertura, o Senhor Ministro Adjunto destacou o papel dos países doadores nesta temática, designadamente o financiamento deste Programa ao abrigo dos EEA Grants, salientado ser intenção do governo prosseguir políticas para garantir o equilíbrio de género nos cargos de direção, a igualdade de salários entre mulheres e homens e a educação para a Cidadania e a Igualdade, entre outras.

O Programa Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada visa dar resposta a aspetos centrais relativos à temática da igualdade de género com especial enfoque na pesquisa e recolha de dados que sustentam os decisores públicos nos seus esforços com vista ao alcance de uma maior equidade nesta temática.

Este programa contempla três projetos predefinidos, quatro projetos resultantes de convites abertos à apresentação de candidaturas com vista a apoiar o desenvolvimento de ferramentas e métodos para promover a igualdade de género e cinco projetos financiados ao abrigo do Regime de Pequenos Apoios destinado a entidades que implementem medidas com foco na sensibilização e pesquisa sobre questões de género e equilíbrio entre trabalho e vida privada. Saiba quais são em http://www.eeagrants-cig.com

06.11.2015


 

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   Seminário Internacional “Assédio sexual e moral no local de trabalho” promovido pela CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, no âmbito do Programa Integração da Igualdade de Género e Promoção do Equilíbrio entre o Trabalho e a Vida Privada, no próximo dia 3 de junho de 2015 no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – Universidade de Lisboa. Saiba mais...

 

01.06.2014


 

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