iREC - Inovar a Reciclagem

iREC - Inovar a Reciclagem

Promotor: Empresa Municipal de Ambiente de Cascais E.M. S.A.

Parceiros:

- Universidade Nova de Lisboa

Financiamento EEA Grants: 655 149,97€

Financiamento Total: 856 405,19

Programa:

Os níveis de reciclagem em Portugal permanecem baixos, aquém das metas estabelecidas para 2020, 2025 e 2030, colocando em foco a importância de abordar as barreiras existentes à reciclagem. Tal pode ser feito através do desenho de esquemas de incentivo inovadores, que motivem e envolvam a sociedade em atividades de reciclagem. Alguns esquemas deste género foram já implementados noutros meios geográficos; contudo, a falta de monitorização e de análise dos resultados não permite testar a eficácia destas iniciativas e informar políticas públicas.

O Projeto iREC responderá aos desafios acima mencionados através de uma abordagem inovadora para a gestão de embalagens de uso único, reunindo para esse fim uma experiente equipa de retalhistas, serviços de recolha, centros de investigação e empresas do sector de resíduos.

Primeiramente, irá ser implementado um esquema piloto de incentivos à reciclagem em Cascais, cobrindo uma população de 206.000 habitantes e de 1.200.000 turistas por ano. Tal será concretizado através da instalação de 10 "Reverse Vending Machines" (RVM) nas principais superfícies comerciais do município (hiper e supermercados, centros comerciais e mercado municipal). O esquema de incentivos estará centrado no sistema de "gamification", recorrendo a aplicações que recompensam os utilizadores pelo depósito de embalagens de bebidas de plástico e vidro e latas de alumínio em RVM através de "city points" (que podem ser convertidos em vários serviços, como bilhetes de autocarro e entradas em museus). Por forma a garantir a adesão ao sistema de incentivos em larga escala e o envolvimento do público, o projeto irá desenvolver e implementar uma estratégia e plano de comunicação exclusivamente desenhadas para esse fim.

Segundo, o projeto irá testar a eficácia deste sistema de incentivos na taxa de recolha seletiva e estudar comportamentos ambientais, produzindo deste modo conhecimento valioso e inédito para  informar a tomada de decisões e a transição para o novo sistema de reciclagem obrigatório a partir de 2022.